Quanto tempo demora para o INSS analisar o auxílio por incapacidade?
Se você pediu o auxílio por incapacidade temporária e está esperando uma resposta do INSS, é normal surgir a dúvida: quanto tempo demora para o INSS analisar o benefício?
Em regra, o prazo administrativo para conclusão do auxílio por incapacidade temporária é de até 45 dias, contados conforme as regras aplicáveis ao processo e, nos casos que dependem de perícia, considerando o encerramento da instrução com a realização da perícia. O acordo homologado pelo STF estabeleceu prazos para análise dos benefícios e também prazo para realização das perícias médicas.
Mas isso não significa que todo segurado receberá uma resposta exatamente em 45 dias. O tempo pode ser influenciado pela necessidade de perícia, análise de documentos, cumprimento de exigências e outras circunstâncias do pedido.
Além disso, atualmente o INSS também utiliza a análise documental pelo Atestmed em determinadas situações, permitindo que o auxílio por incapacidade temporária seja analisado sem perícia presencial.
Neste artigo, você vai entender quanto tempo o INSS pode levar para analisar o auxílio por incapacidade, o que significa um pedido “em análise”, como acompanhar o processo e o que fazer quando a demora ultrapassa o prazo aplicável.
Quanto tempo o INSS tem para analisar o auxílio por incapacidade?
O prazo administrativo previsto para a conclusão do processo de auxílio por incapacidade temporária é de 45 dias, conforme os parâmetros estabelecidos no acordo firmado entre o INSS e outras instituições e homologado pelo Supremo Tribunal Federal no RE 1.171.152/SC.
O próprio INSS registra que o prazo máximo para conclusão do processo de auxílio por incapacidade temporária é de 45 dias após a data de entrada do requerimento, conforme a regulamentação relacionada ao acordo.
É importante, porém, compreender que existem diferentes etapas dentro do pedido.
O segurado pode ter que passar por:
- apresentação do requerimento;
- análise dos documentos;
- perícia médica, quando necessária;
- análise da incapacidade;
- verificação da qualidade de segurado;
- análise da carência, quando exigida;
- cumprimento de eventual exigência;
- decisão do INSS.
Por isso, dizer simplesmente que “o INSS demora 45 dias” pode ser impreciso.
O prazo precisa ser analisado de acordo com a situação concreta do pedido e a etapa em que ele se encontra.
E se for necessária uma perícia médica?
O acordo homologado pelo STF estabeleceu prazo máximo de 45 dias para a realização das perícias médicas, contado a partir do agendamento, podendo chegar a 90 dias nas unidades classificadas como de difícil provimento.
Portanto, o segurado precisa diferenciar duas coisas:
- tempo para conseguir realizar a perícia, quando ela é necessária;
- tempo para o INSS concluir a análise do benefício.
Essas etapas não devem ser confundidas.
Quanto tempo demora para sair o resultado da perícia do INSS?
Depois da perícia, o processo ainda pode precisar passar por outras etapas administrativas antes da conclusão.
O resultado depende da forma como o requerimento está sendo analisado e da situação do processo.
Em alguns casos, a incapacidade pode ser analisada por meio de documentação médica, sem necessidade de comparecimento presencial. O INSS informa que o Atestmed permite o requerimento do auxílio por incapacidade temporária de forma on-line, mediante apresentação de atestado e documentos médicos.
Quando existe perícia presencial, o segurado deve acompanhar o andamento pelo Meu INSS.
Se a perícia já foi realizada e o resultado ainda não apareceu, é importante verificar o status do pedido em “Consultar Pedidos” e observar se existe alguma exigência ou pendência.
O que significa quando o auxílio por incapacidade está “em análise”?
Quando o Meu INSS mostra que o pedido está “Em Análise”, isso significa que o processo ainda está sendo analisado pelo INSS.
Essa informação, sozinha, não significa que o benefício foi aprovado ou negado.
O segurado precisa verificar o andamento do processo para entender em qual etapa ele está.
O próprio sistema do Meu INSS permite acompanhar pedidos e identificar situações como:
- Em análise;
- Concluído;
- Em exigência;
- Cancelado.
Também é possível acessar os detalhes do pedido para obter mais informações.
Por isso, se o pedido aparece simplesmente como “em análise”, não é recomendável concluir automaticamente que existe um problema.
O primeiro passo é verificar há quanto tempo o pedido foi feito e se existe alguma pendência.
Por que o INSS demora para analisar o auxílio por incapacidade?
Existem diferentes motivos que podem fazer um pedido levar mais tempo para ser concluído.
Entre eles estão:
1. Necessidade de perícia médica
Quando o pedido depende de avaliação médica, o processo precisa passar pela etapa correspondente.
A perícia pode ser presencial ou, quando preenchidos os requisitos aplicáveis, realizada por análise documental.
2. Documentação incompleta
Documentos insuficientes, ilegíveis ou que não permitam avaliar adequadamente a situação podem prejudicar o andamento do pedido.
No caso do Atestmed, por exemplo, o INSS exige informações específicas no atestado médico, como identificação do segurado, diagnóstico ou descrição da doença, data de emissão e período estimado de afastamento.
3. Cumprimento de exigência
O INSS pode solicitar documentos ou informações adicionais.
Quando existe uma exigência, o segurado precisa verificar o que foi solicitado e cumprir a determinação dentro do prazo.
4. Análise da qualidade de segurado e da carência
O auxílio por incapacidade temporária não depende apenas da existência de uma doença.
O INSS também precisa analisar os requisitos previdenciários aplicáveis ao caso, incluindo qualidade de segurado e carência quando exigida.
5. Volume de requerimentos
A quantidade de pedidos e a estrutura disponível para análise também podem influenciar o tempo de processamento.
6. Problemas ou inconsistências no cadastro
Informações divergentes no sistema previdenciário podem exigir análise adicional.
Por isso, não existe uma resposta única para todos os segurados.
Como consultar o andamento do pedido no Meu INSS?
O acompanhamento pode ser feito pela internet, sem necessidade de comparecimento imediato a uma agência.
Passo a passo
- Acesse o Meu INSS pelo site ou aplicativo;
- Faça login utilizando sua conta Gov.br;
- Procure pela opção “Consultar Pedidos”;
- Localize o pedido de auxílio por incapacidade;
- Clique para consultar os detalhes;
- Verifique a situação apresentada pelo sistema;
- Confira se existe alguma exigência ou documento pendente.
O INSS orienta que o segurado acompanhe o pedido pela opção “Consultar Pedidos”.
O que observar no pedido?
Preste atenção especialmente a expressões como:
- “Em análise”;
- “Em exigência”;
- “Concluído”;
- “Indeferido”;
- “Deferido”.
Cada uma representa uma situação diferente.
O que fazer se o INSS estiver demorando demais?
Se o pedido está parado há um período superior ao prazo aplicável, o segurado não precisa simplesmente ficar esperando indefinidamente.
O primeiro passo é verificar exatamente em que etapa o processo está.
Também é importante verificar se existe alguma exigência pendente.
Isso porque uma exigência pode alterar o andamento do processo e exigir uma providência do próprio segurado.
Se não houver pendências e o pedido permanecer sem decisão por tempo excessivo, podem existir alternativas administrativas e, dependendo das circunstâncias, medidas judiciais para buscar uma resposta do INSS.
É importante destacar que a medida adequada depende da situação concreta.
Uma pessoa que está aguardando perícia está em situação diferente daquela que já realizou a perícia e aguarda apenas a conclusão administrativa.
Da mesma forma, um pedido indeferido não deve ser tratado como simples demora.
Posso entrar na Justiça se o INSS demorar para analisar meu benefício?
Em determinadas situações, a demora injustificada na análise de um requerimento previdenciário pode justificar a adoção de medida judicial.
O STF reconheceu a existência de prazos para a análise dos processos administrativos do INSS no acordo homologado no RE 1.171.152/SC.
Entretanto, isso não significa que qualquer demora automaticamente resulte no direito a uma decisão judicial favorável.
É necessário analisar, entre outros aspectos:
- quando o benefício foi solicitado;
- qual é o tipo de benefício;
- se existe perícia pendente;
- se a perícia já foi realizada;
- se existe exigência;
- se o segurado cumpriu as exigências;
- qual é o status atual do pedido;
- se o prazo aplicável já foi ultrapassado.
Em determinadas situações, pode ser avaliada uma medida judicial para obrigar o INSS a analisar o requerimento.
O objetivo, nesse contexto, é buscar uma decisão administrativa, e não garantir que o benefício será concedido.
O que acontece se o auxílio por incapacidade for negado?
Se o INSS concluir a análise e indeferir o auxílio por incapacidade temporária, a situação muda.
Já não estamos diante apenas de uma demora.
Agora existe uma decisão administrativa que precisa ser analisada.
O segurado deve verificar:
- qual foi o motivo da negativa;
- quais requisitos o INSS considerou não preenchidos;
- se existem documentos que possam esclarecer a situação;
- se é possível apresentar recurso administrativo;
- se existe fundamento para discutir judicialmente a decisão.
Um indeferimento não significa automaticamente que o segurado não possui direito.
Por outro lado, também não significa que o benefício será necessariamente concedido em uma nova análise.
A melhor alternativa depende dos motivos apresentados pelo INSS e dos documentos disponíveis.
Quais documentos podem ajudar no pedido de auxílio por incapacidade?
A documentação médica é especialmente importante na análise da incapacidade.
O segurado pode apresentar, conforme o caso:
- atestados médicos;
- relatórios médicos;
- laudos;
- exames;
- receitas;
- prontuários;
- documentos relacionados ao tratamento;
- documentos pessoais;
- documentos relacionados à atividade profissional.
No Atestmed, o INSS informa que o segurado deve apresentar atestado médico e pode anexar exames e laudos complementares.
Os documentos devem estar legíveis, sem rasuras e conter informações suficientes para permitir a análise da situação.
Mais importante do que simplesmente apresentar uma grande quantidade de documentos é garantir que eles sejam coerentes e permitam compreender:
- qual é o problema de saúde;
- quais limitações existem;
- quando a incapacidade começou;
- por quanto tempo é estimado o afastamento;
- qual atividade profissional é afetada.
Quanto tempo demora para receber depois que o benefício é aprovado?
Depois que o benefício é concedido, o segurado precisa consultar as informações de pagamento disponibilizadas pelo INSS.
O tempo para o recebimento não deve ser confundido com o prazo de análise do pedido.
São etapas diferentes:
requerimento → análise → decisão → concessão → pagamento.
Por isso, mesmo depois de uma decisão favorável, é importante consultar o Meu INSS para verificar:
- número do benefício;
- data de início;
- valor;
- banco ou local de pagamento;
- data prevista para o pagamento.
Não existe um único prazo que possa ser aplicado indistintamente a todos os casos, pois o pagamento depende das informações e do processamento do benefício.
Auxílio por incapacidade temporária pode ser concedido sem perícia presencial?
Sim.
Atualmente, o INSS disponibiliza o Atestmed, que permite que determinados requerimentos de auxílio por incapacidade temporária sejam analisados por meio de documentação médica, sem necessidade de deslocamento para uma perícia presencial.
Nesse procedimento, o segurado apresenta os documentos médicos pelo Meu INSS.
O perito médico federal analisa as informações e documentos apresentados e emite parecer técnico.
Isso significa que o segurado deve verificar, no momento do requerimento, qual modalidade de análise se aplica ao seu caso.
Quanto tempo o INSS pode ficar com um pedido em análise?
Como regra de referência para o auxílio por incapacidade temporária, o prazo administrativo previsto é de 45 dias para conclusão, observadas as regras aplicáveis ao processo. O próprio INSS registra esse prazo em documentação oficial relacionada ao processamento do benefício.
Porém, é necessário observar o estágio do processo.
Se existe uma perícia pendente, por exemplo, é necessário considerar também o prazo relacionado à realização do exame.
O acordo homologado pelo STF estabelece prazo máximo de 45 dias para realização da perícia após o agendamento, com possibilidade de 90 dias em unidades de difícil provimento.
Portanto, não basta olhar apenas para a data do protocolo.
É necessário analisar todo o andamento do pedido.
O que fazer quando o auxílio-doença está em análise há muito tempo?
Primeiro, consulte o Meu INSS e verifique se existe alguma exigência.
Se houver exigência, ela deve ser analisada e cumprida corretamente.
Se não houver pendências e o pedido permanecer sem conclusão por período excessivo, pode ser necessário avaliar as alternativas disponíveis para o caso.
Dependendo da situação, podem existir medidas administrativas ou judiciais.
É justamente nesse momento que uma análise individual pode ser importante, principalmente quando o segurado não consegue identificar por que o pedido está parado ou qual providência deve tomar.
Fiz a perícia e ainda não saiu o resultado. O que fazer?
Se você já realizou a perícia e o resultado ainda não apareceu, acompanhe o pedido pelo Meu INSS.
Verifique:
- a situação do requerimento;
- se existe alguma exigência;
- se o processo foi concluído;
- se houve decisão;
- se há alguma informação adicional disponível.
Se o prazo aplicável já tiver sido ultrapassado sem justificativa aparente, pode ser necessário avaliar as medidas administrativas ou judiciais cabíveis.
Não é recomendável simplesmente fazer um novo pedido sem antes entender o que aconteceu com o requerimento anterior.
O INSS pode demorar meses para analisar um benefício?
A existência de demora superior ao prazo administrativo não significa automaticamente que o benefício será concedido.
Entretanto, quando o processo permanece sem decisão por período excessivo, é importante verificar a razão da demora.
O STF estabeleceu parâmetros nacionais para os prazos administrativos do INSS justamente para evitar que os segurados permaneçam indefinidamente aguardando uma resposta.
Se o processo ultrapassou o prazo aplicável, o segurado pode buscar informações e avaliar quais providências são adequadas.
Posso reclamar quando o INSS demora para analisar meu pedido?
Sim, o segurado pode utilizar os canais oficiais de atendimento e acompanhamento disponibilizados pelo INSS.
Antes disso, entretanto, é importante verificar o andamento do pedido no Meu INSS.
Uma reclamação pode ser mais útil quando o segurado sabe exatamente:
- qual pedido está pendente;
- desde quando está pendente;
- qual etapa está aguardando;
- se existe alguma exigência;
- se a perícia já foi realizada.
Ter essas informações facilita a identificação do problema.
É possível entrar na Justiça contra a demora do INSS?
Em determinadas situações, sim.
Quando existe demora injustificada na análise de um benefício, pode ser avaliada a adoção de medida judicial adequada para buscar que o INSS dê uma resposta ao requerimento.
Mas é fundamental entender que entrar na Justiça por causa da demora não significa que o juiz irá obrigatoriamente determinar a concessão do benefício.
A questão pode estar relacionada à obrigação de o INSS concluir a análise.
O resultado final do pedido dependerá da análise dos requisitos previdenciários e da documentação apresentada.
O que significa “em exigência” no Meu INSS?
“Em exigência” significa que o INSS identificou a necessidade de receber alguma informação ou documento para dar continuidade à análise.
Essa situação merece atenção.
O segurado deve acessar os detalhes do pedido e verificar exatamente o que foi solicitado.
Deixar uma exigência sem resposta pode prejudicar o andamento do requerimento.
Por isso, ao perceber que o pedido mudou para “Em Exigência”, o ideal é verificar imediatamente a solicitação e o prazo informado.
O que acontece se o INSS negar meu auxílio por incapacidade?
Se o benefício for indeferido, o segurado deve primeiro entender por que o pedido foi negado.
A partir daí, pode ser possível avaliar:
- recurso administrativo;
- novo requerimento, quando juridicamente adequado;
- apresentação de documentação complementar;
- medida judicial.
A escolha depende do motivo da negativa.
Por exemplo, uma negativa relacionada à incapacidade médica exige uma análise diferente de uma negativa relacionada à qualidade de segurado ou à carência.
Por isso, antes de tomar uma decisão, é importante analisar a decisão do INSS e os documentos que fundamentaram o pedido.
Tabela: situação do pedido de auxílio por incapacidade
| Situação | O que significa | O que o segurado pode fazer |
|---|---|---|
| Em análise | O INSS ainda está processando o pedido | Acompanhar o andamento e verificar pendências |
| Aguardando perícia | Ainda existe avaliação médica pendente | Conferir data e local da perícia ou modalidade de análise |
| Perícia realizada | A avaliação médica já ocorreu | Acompanhar o resultado e eventual exigência |
| Em exigência | O INSS solicitou informações ou documentos | Cumprir a exigência dentro do prazo |
| Concedido | O benefício foi reconhecido | Consultar informações de pagamento |
| Indeferido | O pedido foi negado | Analisar o motivo e avaliar as medidas cabíveis |
Afinal, quanto tempo demora para o INSS analisar o auxílio por incapacidade?
Em relação ao auxílio por incapacidade temporária, o prazo administrativo de referência para conclusão é de 45 dias, conforme os parâmetros estabelecidos para a análise do benefício.
Quando há necessidade de perícia médica, também é preciso considerar o prazo para realização do exame, que pelo acordo homologado pelo STF é de até 45 dias após o agendamento, podendo chegar a 90 dias em unidades de difícil provimento.
Além disso, atualmente existem situações em que o pedido pode ser analisado por documentação médica, por meio do Atestmed, sem perícia presencial.
Por isso, se o seu pedido está demorando, não basta perguntar apenas “há quantos dias fiz o pedido?”.
É necessário verificar:
- quando o requerimento foi realizado;
- qual modalidade de análise está sendo utilizada;
- se existe perícia pendente;
- se a perícia já aconteceu;
- se existe exigência;
- se os documentos estão completos;
- qual é o status atual do processo.
O que fazer se o seu benefício está demorando?
Se o seu pedido de auxílio por incapacidade temporária permanece sem resposta, o primeiro passo é consultar o andamento no Meu INSS.
Se houver exigência, é necessário verificar e cumprir corretamente.
Se não houver pendências e o processo estiver parado além do prazo aplicável, pode ser importante analisar a situação individualmente para identificar quais medidas administrativas ou jurídicas podem ser adotadas.
O Domingos Boueres Advogado atua na área previdenciária e pode orientar você sobre as possibilidades existentes no seu caso.
Uma análise individual permite verificar o andamento do pedido, identificar eventuais pendências e avaliar quais medidas são juridicamente adequadas.
Sobre o Autor
0 Comentários